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O QUE É E COMO FAZER UM FLUXO DE CAIXA

agosto 25, 2018
O QUE É E COMO FAZER UM FLUXO DE CAIXA

O êxito de uma empresa é a gestão financeira. Para que a empresa esteja em crescimento é fundamental ter o controle de dinheiro, de entradas e saídas, de vendas, dos pagamentos, etc. Por essa razão é fundamental ter um fluxo de caixa para manter a organização das finanças.

fluxo de caixa é a ferramenta que auxilia o empreendedor a controlar com exatidão as contas a pagar e contas a receber. Contas a pagar são as dívidas que a empresa tem. Enquanto as contas a receber são as vendas realizadas.

Também conhecido como “cash flow”, o fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira que não pode ser desconsiderada, pois ele fiscaliza melhor as finanças de uma empresa.

Sem um fluxo de caixa bem organizado é comum que as contas sejam pagas e a empresa fique sem dinheiro para pagar o salário dos funcionários. Com o fluxo de caixa há o auxilio na tomada de decisões, pois dele há a possibilidade de calcular a rentabilidade e o lucro, idealizando quanto pode ser investido em novidades e em quanto tempo o investimento retornará. Ele antecipa problemas de gestão, aplica medidas corretivas e evita crises financeiras e endividamento inoportuno.

Muitos empreendedores acreditam que o fluxo de caixa tem o mesmo significado e procedimento que o controle de caixa. É muito importante lembrar que entre fluxo de caixa e controle de caixa há uma grande diferença. O primeiro é um instrumento de gestão completa. Por sua vez, o controle de caixa é um instrumento de controle.

O controle de caixa registra uma venda, uma compra ou qualquer outra ação que gere movimentação de recursos.

É muito importante saber como interpretar as instruções inclusas no fluxo de caixa. Assim sendo, é necessário seguir algumas instruções para realizar um fluxo de caixa eficiente. Vale salientar que ele pode ser feito em planilhas, em um caderno ou através de ferramentas on-line.

Instruções

Primeira: as entradas e saídas devem ser separadas por classes.

As entradas e saídas não podem ser tratadas igualmente, pois não todas da mesma categoria. Por essa razão. A primeira instrução é separá-las de acordo com a categoria de cada uma.

As Saídas

Elas representam todo o dinheiro que sai da empresa e devem ser divididas em três classes:

  • Os fornecedores: são os valores pagos aos fornecedores;
  • As despesas efetivas: são as contas administrativas: luz, telefone, internet, salário dos funcionários, aluguel, papelaria, despesas com matéria-prima, deslocamento, comissão de produtos e/ou vendas, empréstimos, impostos, etc.
  • Demais saídas: são os gastos que não aparecem todo mês, como por exemplo, os investimentos.

As saídas variam de empresa para empresa, por essa razão é fundamental que a divisão das saídas seja feita de maneira que faça sentido.

As Entradas

As entradas representam o dinheiro que entra na empresa. A maior parte das entradas vem por meio de vendas e o valo pode variar muito de mês para mês.

As entradas devem ser anotadas todos os dias para que nada seja esquecido. Assim sendo, será possível conhecer quanto foi vendido naquele mês e também em quais dias da semana é maior o movimento e poderá fazer uma programação.

Segunda: o registro de todas as entradas e saídas.

A partir do momento que foram classificadas as entradas e as saídas, evidentemente, são de fundamental importância registrar todos esses dados.

É importantíssimo para as interpretações futuras realizar o lançamento correto das entradas e saídas. Caso algo seja registrado errado ou não for registrado, os dados ficarão inexatos.

De acordo com as duas primeiras instruções já se tem o fluxo de caixa. Entretanto, ele somente é uma ferramenta benéfica para a empresa e o empreendedor pode ter as seguintes respostas:

  • O quanto terá de dinheiro no curto, médio e longo prazo,
  • O prazo dos pagamentos,
  • A possibilidade de dar mais prazo aos clientes,
  • Se há necessidade de renegociar prazos com os fornecedores,
  • A disponibilidade de dinheiro.

Através do registro de cada movimentação o empreendedor pode avaliar a verdadeira condição financeira e estabelecer estratégias para evitar problemas de caixa negativo.

Terceira: como analisar os dados dos seus registros realizados

As principais análises que podem ser úteis para o empreendimento:

  • Saldo final diário

 O saldo final diário apresenta quanto dinheiro tem em caixa ao final de um dia de trabalho. Todo dia se inicia com um saldo inicial (aquele que veio do dia anterior). O que se deve fazer é somar a este valor todas as entradas do dia e subtrair todas as saídas.

O valor encontrado é o seu saldo final diário. Esses dados compreende a variação do dinheiro em caixa nos períodos do mês.

No início do mês, quando as contas são pagas, o saldo fica menor, mas ele cresce ao fim do mês.

  • O lucro

O lucro é todo o rendimento positivo conquistado através de uma negociação econômica ou de qualquer outro gênero. É o valor da venda menos os custos envolvidos para esta negociação. Para conhecer o lucro da empresa é preciso avaliar todos os gastos da empresa no mês e diminuí-los do valor originado com as vendas.

Existem duas definições de lucro

O Lucro bruto e Lucro líquido

Para as empresas, essas definições são de extrema importância, pois é o que mostrará ao empreendedor se o empreendimento está bem sucedido no mercado, embora não sejam os únicos indicativos.

O lucro bruto é o resultado da atividade de venda de bens ou serviços, de acordo com cada tipo de empresa. Também se refere à diferença entre a receita líquida das vendas e serviços e o custo dos bens e serviços vendidos, ou seja, o quanto se gasta para produzir o produto ou para realizar um serviço.

O lucro líquido é o lucro bruto menos as deduções de imposto de renda e de outras taxas que a empresa necessita pagar.

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